Trata-se de uma estrutura tubular em círculo, com diâmetro de 200 metros e altura máxima de 15 metros; contendo 30 Cabines de Controle da espaçonave.
Pense em trinta "cockpit's" de aviões (repletos de botões, painéis, telas e controles); tão apertados quanto carros da Fórmula 1; onde os "Azuis" literalmente "entram dentro deles" (usando capacetes especiais e macacões com sensores); e ali permanecem durante as dez horas de seu turno; completamente imersos na realidade virtual criada e mantida pelo supercomputador Argos...
Em cada turno de trabalho, as cabines ladeando as escadas são ocupadas pelos Pilotos (12). Ao lado deles ficam os Engenheiros (também 12). Já as "cabines centrais" são ocupadas pelos três Comandantes; e por três Cientistas (um Cosmólogo; um Exobiólogo e um Geólogo).
Em tese, seria possível conduzir a U.S.S. Octopus com apenas seis Pilotos; seis Engenheiros e um Comandante; mas a incrível quantidade de dados e informações processadas a cada milissegundo pelo computador Argos deixariam os "Azuis" exaustos mentalmente após algumas horas...
Felizmente, graças ao sistema de "imersão total" no ambiente virtual, muitas decisões importantes passam a ser realizadas pelo subconsciente dos membros da tripulação (tal como reflexos instintivos); que não conseguem distinguir as fronteiras de seus próprios corpos e da máquina - tornando-se "uno e indivisível". Por isso, ao final do turno, leva-se alguns minutos até o cérebro se readaptar à realidade...
Estes supercomputadores também estão interligados à Ultranet - sistema de transmissão de dados criado pela Iniciativa Cronos para se comunicar entre a Terra, as bases Hipérions, as colônias e as naves Prometheus; mas diferentemente dos Terminais de Comunicação (voltados ao entretenimento dos tripulantes); aqui seu uso é estritamente profissional.
Além das seis escadas (levando às Pontes Principais e Secundárias); existem três "portas especiais"; que levam ao "motor" da espaçonave. Na verdade, o reator não está "dentro" do Centro de Comando - mas sim ligado a ele por dez pilastras recheadas com chumbo; e protegido por uma espessa camada deste mesmo elemento (possibilitando a sobrevivência humana na U.S.S. Octopus. A coluna central ainda é protegida por água (também usada no sistema de resfriamento do motor); e contém um complexo sistema de válvulas manuais (evitando-se um desastre em caso de falhas dos componentes e sistemas eletrônicos). Apenas os Comandantes têm acesso ao reator - e felizmente até hoje nunca precisaram acionar manualmente as válvulas mecânicas (ou obviamente os dispositivos de auto-destruição ali instalados).
Em caso de emergência extrema, os trinta trabalhadores deste setor podem seguir pelos "corredores secretos", embaixo das Pontes Secundárias; que levam à três "hangares secretos" - onde três Caças Aurora (especialmente projetados para 10 pessoas) os aguardam para levá-los em segurança para longe da U.S.S. Octopus...

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